Mercado e a tecnologia em Guiné-Bissau foi tema do Iguassu Valley Toledo

Mercado e a tecnologia em Guiné-Bissau foi tema do Iguassu Valley Toledo

O mercado e a tecnologia em Guiné-Bissau foi tema do Iguassu Valley Toledo nesta sexta-feira (06), em encontro realizado na Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit).

A apresentação foi feita pelo professor Marcelino Armindo Monteiro, originário do país africano, que está residindo no Brasil há aproximadamente sete anos, sendo cinco deles em Toledo, tendo concluído doutorado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio da Unioeste. O objetivo foi mostrar o potencial para as empresas brasileiras que queiram expandir negócios para um mercado considerado importante.

Com cerca de 1,6 milhão de habitantes, a Guiné-Bissau é um país da costa Ocidental da África, foi colônia de Portugal a partir de 1446, tornou-se independente em 1974 e passou por diversas crises no âmbito político, social e econômico, tendo ocorrido guerra civil e golpe militar. Teve as primeiras eleições presidenciais em 1994 e recentemente, em novembro, houve primeiro turno das eleições, que ocorrerão novamente no dia 29 de dezembro o segundo turno.

De acordo com o professor Marcelino, nos primeiros 12 anos da independência o país era fechado, as empresas e indústrias eram estatizadas e depois de um acordo com o Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, houve a abertura do mercado. Tiveram parceiros estrangeiros e investidores, perceberam que sozinhos eram fracos, passaram a fazer parte de algumas uniões com outros países africanos, conseguiram reduzir inflação, entre outros benefícios.

Hoje participam da União Econômica do Estado da África Ocidental, composta por oito países com a própria moeda, Franco da Comunidade Financeira da África, e integra também a Comunidade Econômica dos Estado da África Ocidental, que em 2020 lançará nova moeda, o ECO. “Com essa união em funcionamento pleno poderemos então usar mais da nossa poupança, investir mais e criar melhores condições para o desenvolvimento dos nossos países”, aponta o professor Marcelino.

Segundo ele, o país está em desenvolvimento e necessita de investimentos em tecnologia. Menciona, por exemplo, que existem vários bancos com cartão das bandeiras Visa e Mastercard, contudo, as empresas não estão preparadas para recebê-los. Para fazer compras precisa ir ao banco, sacar o dinheiro e pagar à vista. “Estas são algumas das dificuldades. Nosso país que está se abrindo para o desenvolvimento aberto e depois de vários problemas, entendeu que a união e a parceria tanto nacional, como regional e internacional, são importantes para o crescimento e com isso é importante a inserção e urgente de novas tecnologias”, explica.

Na visão do professor Marcelino, apresentar as potencialidades de sua nação ao grupo do Iguassu Valley pode gerar interesse em investimentos. “Muitas coisas que se faz aqui em tecnologia ainda não temos em nosso país, como em saúde, agricultura, meio ambiente, comércio. Por isso, trouxe esta visão, para mostrar que há formas de expandir negócios daqui para lá, fazer uma ligação entre a região oeste e a Guiné-Bissau”, enfatiza.

Na avaliação do coordenador do Iguassu Valley Toledo, Márcio Pinheiro, foi um encontro muito produtivo, dando oportunidade ao grupo de conhecer a realidade de um país distante e muito diferente da realidade brasileira. Como, por exemplo, tinha apenas 60 pessoas com ensino superior logo nos primeiros anos da sua independência, enquanto hoje já se forma mais pessoal nas universidades do país e no exterior, mas ainda quase 60% da população não é alfabetizada.

“Foi surpreendente conhecer esses dados sobre educação e as demais informações. Percebemos que o professor Marcelino, e os dois colegas que também fazem mestrado na Unioeste e que participaram conosco da reunião, estão empenhados em buscar mais conhecimentos e colaborar com o desenvolvimento de seu país de origem. Foi inspirador conhecer a história deles e saber que existem oportunidades para empreendedores buscarem estes novos mercados”, ressalta.

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