Entidades do Oeste entregam carta ao Presidente da República com reivindicações sobre novo modelo de pedágios no PR

Entidades do Oeste entregam carta ao Presidente da República com reivindicações sobre novo modelo de pedágios no PR

Com a presença do Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, em Cascavel nesta quinta-feira (04), uma carta com reivindicações sobre o novo modelo de concessão de rodovias do estado, foi entregue ao poder executivo.

O documento foi assinado por mais de cem entidades representativas do Oeste do Paraná, incluindo a Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit).

O documento foi entregue em mãos ao Presidente da República por Rainer Zielasko, presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD).

LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA:

Exmo. Senhor:

Jair Messias Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

Caro presidente, o Oeste do Paraná, que tem em seu território mais de 50 mil produtores rurais, garantiu apoio maciço à sua eleição em 2018, e agora encarecidamente pede a sua intervenção para que o novo modelo de concessão de rodovias no Estado seja justo e equilibrado.

Deve-se entender que o Paraná depende do valor agregado por peso, que o Estado tem forte produção de insumos primários. E, por isso, precisamos saber o quanto isso impacta na cadeia de desenvolvimento.

Com todo respeito que temos por Vossa Excelência, homem íntegro e preocupado em promover avanços há muito reivindicados ao País, reiteramos, Senhor Presidente, que precisamos de sua intervenção direta na questão aqui exposta, porque precisamos de um modelo de pedágio justo e equilibrado!!! Caso as empresas ganhadoras da licitação, durante o período de suas concessões tiverem problemas de fluxo de investimento, falta de cumprimento de contratos por incompetência de gestão, envolvimento em escândalos de corrupção ou se na busca por vencer a licitação a empresa der descontos demasiados, que a mesma arque com as consequências e que o Estado as tire, tenha cláusulas contratuais robustas e resolutivas, peça caducidade, faça novas licitações e garanta ao povo a menor tarifa possível.

Reforçamos, Senhor Presidente, que o modelo de concessão busque o menor preço sem outorga onerosa de qualquer espécie (híbrida ou não) e menor degrau tarifário quando da duplicação que terá gatilho de 40% de acréscimo. A região, que é uma grande produtora de carnes e grãos, precisa ser vista como ela é justamente para que a competitividade de seus produtos não se perca, porque do contrário haverá sérios e irreversíveis prejuízos ao Oeste, ao Paraná e ao Brasil.

Cordialmente

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