Caciopar 38 anos, uma história de dificuldades e de conquistas

Caciopar 38 anos, uma história de dificuldades e de conquistas

 

Constituída em 3 de abril de 1976, a Caciopar é uma das mais fieis representações da cooperação empresarial contemporânea. Ela deriva das primeiras formas de associações organizadas e emprega uma metodologia que inspirou o modelo de associativismo propagado pela Faciap, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná. O compromisso é com a defesa da livre iniciativa, com o contínuo fortalecimento das entidades que representam as empresas e com a incessante luta pela concretização de ações e de projetos de interesse e de alcance coletivo.

Ao chegar aos seus 38 anos, a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná consolida sua condição de mais antiga e maior entre as 12 forças regionais que compõem a Faciap. Entretanto, a história da Caciopar não é marcada apenas por vitórias e conquistas, é repleta também de desafios e de dificuldades que, por fim, transformam-se em combustível de uma progressiva mudança cultural e de posturas que alcança todas as 50 cidades que formam uma das regiões que, apesar das limitações, está entre as que mais crescem no Brasil.

A Caciopar é consequência de uma necessidade, lembra o idealizador e primeiro presidente da coordenadoria, o empresário cascavelense Hylo Bresolin. No início de 1976, Hylo era presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel e, diante de tantas demandas, percebeu, em consonância com os seus diretores, que a resposta a tantos trabalhos e urgências poderia estar na soma de forças. "Daí, surgiu a ideia de formar uma entidade que pudesse ser o conjunto das entidades empresariais da região da época, que, a partir de uma porta-voz, teriam suas lutas ampliadas".

O primeiro desafio esteve associado à própria estruturação da Caciopar. Houve a necessidade de aprofundar argumentos para que o diálogo de junção das seis Aces que existiam na década de 1970 ocorresse efetivamente. O tempo colaborou para mostrar que a formação da coordenadoria seria uma coisa boa para a região. "A ideia era mostrar que juntos poderíamos muito mais. E todos os que compraram o projeto perceberam, com o passar dos anos, que estávamos certos". No início, as lutas eram pela pavimentação de rodovias, pela atração de unidades e chefias de órgãos públicos justamente para melhorar a autonomia regional e, gradualmente, o tamanho das bandeiras cresceu.

Embora a data oficial do aniversário de 38 anos seja 3 de abril, o aniversário foi comemorada no sábado, dia 12, durante reunião executiva realizada na Associação Comercial, Empresarial e Agropecuária de Assis Chateaubriand.
Hylo Bresolin, que hoje empresta seu nome à comenda que virou a principal honraria da Caciopar, lembra que então, por meio do surgimento de novas Aces, o movimento expandiu. "As lutas passaram a ser por uma ferrovia, por uma universidade, por um hospital de grande porte que atendesse a região". Não foram poucas as vezes em que a necessidade de existir da Coordenadoria foi testada, principalmente em função de dificuldades de caixa e da limitação do número de colaboradores. "Houve época em que a Acic de Cascavel emprestou funcionário para que as tarefas cotidianas da Caciopar fossem cumpridas", lembra o ex-presidente Valmor Lemainski.

Itinerante

Em alguns momentos de sua trajetória, a Caciopar acumulou dívidas, enfrentou processo trabalhista e o modelo de gestão itinerante por pouco não sepultou a trajetória da entidade. O empenho de sucessivas diretorias tiveram, em algumas épocas decisivas, que retomar praticamente do zero a caminhada de uma agremiação que inspirou um projeto muito maior e que faz a defensa das grandes lutas regionais e do Paraná. "As dificuldades foram decisivas, porém, fortaleceram a estrutura de uma entidade pautada em alicerce sólido. Sem isso, ela certamente não seria o monumento do associativismo que é hoje", ressalta o fundador Hylo Bresolin.

Uma única mulher foi eleita, no percurso dos 38 anos, como presidente da Caciopar. A empresária Lucy Andreola, de Medianeira, começou sua participação associativista como integrante do Conselho da Mulher de sua cidade, depois chegou a presidente da Acime e então passou a participar da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná. "Fui presidente da Caciopar na gestão de 2005/2006 e posso afirmar que essa foi uma das mais importantes e intensas experiências que tive no comando de uma entidade empresarial. Fizemos muito e aprendi muito", afirma.

A partir de maio de 2007, a Caciopar voltou a fixar sua sede junto à Associação Comercial e Industrial de Cascavel e reforçou lutas por obras há muito reivindicadas e estratégicas a toda a região. "Durante décadas cobramos pela duplicação da BR-467, entre Cascavel e Toledo, da 277, entre Foz do Iguaçu e Cascavel e agora queremos a segunda-pista da 163, de Guaíra a Capitão Leônidas Marques", ressalta o ex-presidente Guido Bresolin Júnior, que é de Cascavel.

Depois dele, Khaled Nakka, de Vera Cruz do Oeste, passou a intensificar o trabalho de aproximação das associações comerciais da região e o número de filiadas atingiu o recorde de 48. "Todas as 27 gestões que me antecederam contribuíram decisivamente para fazer da Caciopar um marco da cooperação empresarial. A região tem uma enorme dívida de gratidão com todas elas. Esse dedicado trabalho permitiu à Coordenadoria chegar ao seu atual estágio, que é o desafio, a partir do planejamento, da elaboração de indicadores regionais confiáveis, e de pautar suas ações pela metodologia do desenvolvimento territorial, de alçar o Oeste a um novo estágio no seu processo de crescimento", ressalta o atual presidente, Mario César Costenaro, que é de Toledo.

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