2015…Qual a sua estratégia?

2015…Qual a sua estratégia?

Espero que esta pergunta seja um de seus maiores focos neste momento, pois só assim é possível iniciar o vindouro ano com foco e alinhamento estratégico. Com o premente fim de 2014, cenário político já definido e projeções econômicas nada animadoras, é hora de refletir sobre o que de positivo aconteceu, sobre como promover avanços em sua organização e como transformar adversidade em oportunidade.
Entretanto, por que enfrentamos tanta dificuldade em planejar? Apesar de soar paradoxal, talvez o maior desafio do gestor atual é o de agir e pensar estrategicamente. Pontuo isto pelo onipresente comentário sobre a excruciante demanda de trabalho e a dificuldade em "parar para pensar”. Como apontado pelo guru estratégico Michael Porter, as empresas são esquizofrênicas: por um lado, têm de dar continuidade à estratégia, por outro, precisam também aprender a melhorar sempre.
É justamente na tentativa de equilibrar presente e futuro que enfrentamos dificuldades de ordem habitual, cognitivas e culturais. Quanto à cognição, a teoria da utilidade postulada no século 18 já versava sobre a diferença exponencial em nosso sistema de recompensa por assuntos que se desenrolam no curto prazo em detrimento da contemplação futura. O genial economista brasileiro Eduardo Gianetti descreve este fenômeno com maestria em suas publicações e a pesquisa de Daniel Kahneman confirma esta armadilha: a de ficarmos presos em nosso piloto automático. O impacto nas empresas é a procrastinação ou negação da importância do planejamento estratégico e a perpetuidade de um ciclo de ações do tipo "apagar incêndio”.
Em vez de uma postura reativa, de baixa conversão entre esforço empreendido e resultado, devemos buscar um tempo para moldar a estratégia e por conseguinte nosso foco de atuação. Como disse Drucker: A melhor forma de prever o futuro é criá-lo.
Outro inimigo atual é o excesso de "informação” em tempo real, da mesma forma que mais dados, mensagens e notícias chegam com velocidade e disponibilidade impressionante, também desafia em como filtrar e processar o essencial e útil.
Por fim, temos a barreira cultural. Nosso país passou por sequenciais períodos de severa instabilidade onde o planejamento de longo prazo não fazia sentido. Infelizmente, ainda experimentamos resíduos desta mentalidade.
Concluo a reflexão com a frase de Alan Lakein: Se você falha em planejar…você está planejando suas falhas. Pense nisso.

Arthur da Igreja, Msc.
Diretor de Comércio Exterior da ACIT, Consultor e Professor da FGV-RJ.

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